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STF envia inquérito de Weintraub por racismo a primeira instância – Brasil – iG

Weintraub Agência Brasil Ministro da Educação, Abraham Weintraub é investigado por possível crime de racismo

O inquérito aberto no Supremo Tribuna Federal (STF) para investigar o  ex-ministro da Educação Abraham Weintraub por racismo foi remetido nesta sexta-feira (3) para a Justiça Federal do Distrito Federal, já que ele não tem mais foro privilegiado pelo cargo que ocupava até o mês passado. A decisão foi tomada pelo ministro Celso de Mello, relator do caso no STF. Ele acolheu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Celso abriu o inquérito no fim de abril a pedido da PGR em razão das declarações do então ministro em sua conta no Twitter sobre a China . Weintraub satirizou o modo de falar dos chineses, que provocou dura reação da embaixada da China no Brasil.

O ex-ministro da Educação insinuou que os chineses poderiam se beneficiar da crise decorrente do coronavírus e chegou a usar a forma de o personagem Cebolinha, de Maurício de Sousa, falar trocando o “r” pelo “l”, em uma referência ao sotaque de chineses que falam português. O embaixador da China, Yang Wanming, chamou Weintraub de racista, e o ministro acabou apagando a publicação. A prática de ato considerado preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional é punível com reclusão de um a três anos e multa. Um agravante, o fato de realizar esse ato usando publicações em meios de comunicação, torna o crime punível com reclusão de dois a cinco anos. Weintraub foi exonerado do cargo pelo presidente Jair Bolsonaro como uma forma de diminuir as tensões com os outros poderes. O ex-ministro já chamou os integrantes do STF de vagabundos e defendeu até mesmo a prisão deles.

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2020-07-04/stf-envia-inquerito-que-investiga-weintraub-por-racismo-para-primeira-instancia.html

Ó, São Francisco! Lula, Bolsonaro, Ciro, Marinho (e Centrão) | VEJA

Na escuridão da madrugada em Salvador, rádio de pilha ligado, fone no ouvido, em ondas médias na insônia da noite de fim de junho do ano da pandemia Covod-19, vou parar na Rádio Jornal do Comércio de Recife – onde Pernambuco segue “falando para o mundo”. Começa, pouco depois das três, o “Passando a Limpo”: programa jornalístico de notícias e análises sobre temas variados e relevantes da ordem do dia, ancorado e mediado por Geraldo Freire, que cresce nas pesquisas também em audiência e prestígio nacional a cada nova edição. A exemplo desta que escuto, na antevéspera da visita do presidente Jair Bolso naro a Jati, sertão cearense, para abrir mais uma torneira do faraônico projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, em ato organizado pelo marketing oficial com participação mais que ativa dos novos e notórios aliados do Centrão: Siga o dinheiro, Olho neles, penso!.

Sintonizo “no Programa do Geraldo” (que, no dizer dos nordestinos, de Sergipe para cima, que ferve na madrugada), três dias antes do mandatário do Planalto descer na área. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, acabara de chegar em Petrolina (PE), à frente de “comitiva técnica e política que antecede a visita presidencial”. Repete-se o mesmo ritual, de mais de 15 anos, em tempo de eleições, a exemplo das que se aproximam nos mais de 5 mil municípios brasileiros. Marinho é o entrevistado especial para falar da mega obra, bolada pelo imperador D. Pedro II, e execução levada a muque e lubrificada com muita grana pública, pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Inicialmente orçada em R$ 4 bilhões, já engoliu mais de R$ 12 bi até aqui (e a turma do Centrão quer mais). Serviu de palanque a “donos do poder” de esquerda (Lula e Dilma), de centro (Temer) e agora à direita (Bolsonaro).

“Passando a Limpo” é um programa raro, no cenário atual do radio jornalismo brasileiro. Capaz de, na mesma edição, abrir espaço valioso de informação e opinião e ainda entrevistar, com inteligência, elegância e bom humor, uma colunista política de destaque nacional, tirar da cama um general de alto coturno, em Brasília, e ainda conversar com ilustrada e bem humorada (a exemplo do âncora) pesquisadora da Embrapa, sobre a nuvem de gafanhotos, – famintos como políticos do Centrão, – que atacam fazendas no Paraguai, e que ameaçam invadir o Uruguai e o Sul do Brasil.

Geraldo e sua afiada equipe conversam com o ministro Marinho (espécie de Ciro Gomes, da atual gestão.Mais sóbrio, nítido e manso nas palavras que o desbocado ex-auxiliar de Lula. Não desligo, afinal, nasci em uma cidadezinha baiana a seis quilômetros rio abaixo, de canoa, da pernambucana Cabrobó, marco zero das obras de transposição. Tudo o que diz respeito ao rio me interessa. A exemplo desta visita presidencial.

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“Sem a participação de governadores, prefeitos e senadores nordestinos, Bolsonaro inaugurou na manhã de sexta-feira (26) etapa do eixo norte.Depois de observar a água correr pelo canal, o presidente desceu do carro em que estava, tirou a máscara, posou para fotos e cumprimentou apoiadores que o chamavam de mito”, relata o UOL. Depois pegou o avião de volta a Brasília, deixando o resto da festa por conta das turmas do marketing e do Centrão.Antes do ponto final, um viva ao jornalístico “Passando a Limpo” e ao seu criador, Geraldo Feire, além da Radio Jornal do Comércio da minha infância e sempre.

 

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitors.h@uol.com.br.

Fonte: veja.abril.com.br/blog/noblat/o-sao-francisco-lulabolsonarociromarinhoe-centrao-por-vitor-hugo

Eduardo Bolsonaro posta ultrassom da filha: ‘já faz a arminha’ – Política – iG

Arminha Reprodução “Na foto ela já tenta fazer o sinalzinho de arminha com as mãos na frente do rostinho”, diz Eduardo

Na noite desta sexta-feira (2), o  deputado federal Eduardo Bolsonaro postou nas redes sociais imagens do último ultrassom realizado pela esposa, a psicóloga Heloísa Wolf Bolsonaro e brincou que a filha Geórgia já “tenta fazer o sinalzinho da arminha com as mãos”.

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“Meu motivo para sorrir, nossa Geórgia segue se desenvolvendo muito bem. Agradecemos a todos pela orações e energias positivas! Na foto ela já tenta fazer o sinalzinho de arminha com as mãos na frente do rostinho, rs”, escreveu Eduardo .

Meu motivo para sorrir, nossa Geórgia segue se desenvolvendo muito bem. Agradecemos a todos pela orações e energias positivas! Na foto ela já tenta fazer o sinalzinho de arminha com as mãos na frente do rostinho, rs 😊🙏 pic.twitter.com/Q9b88npuI8

— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 3, 2020

A publicação, que já teve mais de 18 mil curtidas, recebeu elogios de alguns integrantes da ala governista, como a deputada federal Bia Kicis e o atual secretário de Cultura Mário Frias : “parabéns irmão. Momento lindo pra uma bela família. Que Deus abençoe!”.

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br/politica/2020-07-04/eduardo-bolsonaro-posta-ultrassom-da-filha-e-brinca-ja-tenta-fazer-arminha.html

Lava-Jato continua atrás da corrupção petista na Petrobras | VEJA

A Lava-Jato foi deflagrada em 2014 e mesmo sendo alvo de críticas e polêmicas por disputas internas no MPF, segue cobrando a fatura dos corruptos que saquearam a Petrobras.

Nesta semana, por exemplo, os ex-executivos da OAS, a empreiteira que pagou milhões de reais em propinas ao PT e a outros partidos e políticos do esquema, prestaram depoimento na Justiça Federal de Curitiba.

Léo Pinheiro, que fechou delação e depois sumiu, e seu braço-direito Agenor Medeiros, detalharam como firmaram um esquema de corrupção em duas obras da rede de gasodutos da estatal durante o governo de Lula.

O caso nem chega a ser o mais turbinado da conta-propina da OAS mantida em nome do PT, mas serve para manter o fantasma atrás da porta dos petistas. No caso em questão, Agenor narrou que Léo mandou reservar 5,8 milhões de reais em dinheiro sujo para repassar aos petistas, como acerto pelas obras. Dinheiro devidamente pago.

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Fonte: veja.abril.com.br/blog/radar/lava-jato-continua-atras-da-corrupcao-petista-na-petrobras

Igrejas do Rio de Janeiro voltam com as missas presenciais – Brasil – iG

As igrejas do Rio voltam a ter missas presenciais amanhã (4) e o retorno vai seguir uma série de recomendações da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro. Só vão receber os fiéis as igrejas que tiverem feito a higienização, indicações com adesivos para a localização dos frequentadores respeitando o distanciamento, inclusive no momento da comunhão entre o fiel e o celebrante. Para evitar o contato direto, a hóstia será entregue na mão da pessoa que a levará à boca.

Catedral do Rio de Janeiro Reprodução/Instagram Catedral do Rio de Janeiro

As igrejas vão ter também que ter equipes preparadas para orientar as pessoas e disponibilizar álcool em gel e máscaras para o caso dos fiéis que estiverem sem a proteção.

Com o início do isolamento social, as paróquias começaram a fazer, a partir do dia 20 de março, missas, orações e demais celebrações via internet, sem a presença do público. A abertura foi decidida após consultas a representantes da comunidade científica e autoridades do estado e do município que estão tratando das medidas de combate a disseminação da covid-19 no Rio.

“Sabemos que a pandemia continua, sabemos da situação que devemos ter todo o cuidado e prudência, porém a toda uma solução de tratamento na cidade. Esperamos que ninguém precise utilizar os leitos, mas têm como ser tratado”, disse o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo o cardeal, levou mais de um mês para que a Arquidiocese preparasse os protocolos que serão seguidos pelas paróquias. “No dia 7 de junho entregamos oficialmente a toda diocese as orientações para esse retorno. Tanto os padres como o povo têm em mãos as orientações que são amplas. Embora as 280 paróquias estejam autorizadas para funcionar, só vão ter a presença dos fiéis, as que se prepararam para atender as exigências.Também terão que ter apenas 30% de ocupação”.

Arcebispo do Rio de Janeiro Tomaz Silva/ Agência Brasil O arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta

“Em geral, as 280 estão permitidas, mas depende se fizeram a higienização e se está capacitada ou não.Se não tiverem podem abrir mais tarde. Não serão todas as igrejas que estarão abertas. Vamos começar primeiro com as igrejas matrizes, as maiores. Nem todas irão abrir, depois temos mais de mil capelas e vamos devagarzinho, abrindo aos poucos com toda a prudência e passo a passo”, revelou, acrescentando que após as missas os frequentadores devem sair logo das igrejas e evitar aglomerações e reuniões.

Programação e agendamento

As paróquias que tiverem número maior de fiéis terão que fazer a programação de vários horários de missas para atender a todos que quiserem acompanhar presencialmente as celebrações. A entrada só será permitida aos que fizerem agendamento. “Tem várias opções. Tem um aplicativo que a própria Arquidiocese desenvolveu e algumas paróquias estão utilizando, a pessoa escolhe a igreja e horário para o seu ingresso. Alguns utilizam WhatsApp, outros marcam por telefone. Há uma variedade muito grande”, contou.

Para os fiéis de grupos de risco, a orientação é evitar a ida às paróquias e continuar acompanhando celebrações com transmissão onlline. “Os grupos de risco são convidados a participar de casa das missas online pela internet. Ninguém é obrigado a ir às igrejas. Nós dispensamos do cumprimento do preceito dominical”, completou.

Nesse período em que as igrejas estiveram fechadas para celebrações presenciais, ocorreram datas comemorativas de santos populares que costumam atrair grande quantidade de fiéis, como foram as de São Jorge, em 23 de abril, além dos chamados santos juninos Santo Antônio, São João e São Pedro, respectivamente nos dias 13, 24 e 29. Nesses casos, para que pudessem manifestar a sua fé o fiel teve que acompanhar as missas online.

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Dom Orani disse que mesmo com a abertura, para evitar as aglomerações nas próximas datas comemorativas que ainda ocorrerão este ano, continua a recomendação de celebrações virtuais ou a elaboração das programações com diversos horários de missas. “Celebrações que costumam ter muita gente, mesmo sendo no futuro, enquanto não tiver um tratamento ou uma vacina para este vírus continua a orientação com distanciamento e várias missas. Em vez de ter uma só com mil pessoas, faz várias missas com 150, de forma que as pessoas possam marcar os seus horários”, orientou.

Celebração de abertura

Amanhã, o cardeal vai celebrar às 9h, na Catedral Metropolitana do Rio, no centro da cidade, a missa de abertura das igrejas. Para atender a orientação de apenas 30% de ocupação, o controle será feito na entrada do templo. Dom Orani destacou que em tempos normais, o templo tem capacidade de receber mais de 5 mil pessoas, mas só vai permitir a presença de 1.500 fiéis.

O público para esta missa será composto por padres e integrantes de paróquias que completaram mais de 25 anos de dedicação que não puderam ser comemorados durante a suspensão presencial. “Teremos representantes desse pessoal que não tiveram as celebrações durante três meses, então, será com eles. O máximo é de 1.500 pessoas, mas podemos ter menos”, comentou.

Dom Orani mandou uma mensagem aos frequentadores das paróquias do Rio. “Saber seguir aqueles que estarão acolhendo e orientação, tanto na higienização e controle de chegada das pessoas como também ao posicionamento dentro da igreja para os locais que podem sentar. Tudo aquilo que vamos aprender com as coisas que não estamos acostumados, como não dar as mãos às pessoas e não dar abraços, temos que aprender porque nosso povo é bastante afetivo. Isso não será possível neste momento de pandemia”, afirmou.

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2020-07-04/missas-presenciais-sao-retomadas-em-igrejas-do-rio-de-janeiro.html

Flávio Bolsonaro negocia videoconferência para depoimento em caso – Brasil – iG

Flávio Jefferson Rudy/Agência Senado Senador Flávio Bolsonaro deve depor em investigação sobre rachadinha na próxima semana

Intimado a depor na próxima semana, entre os dias 6 e 7 de julho, no âmbito das investigações sobre um possível esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro , o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) tenta negociar uma data para o depoimento e pede que ele seja por meio de uma videoconferência.

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Segundo informações da agência Reuters, a advogada de Flávio , Luciana Pires, afirmou que não há qualquer tipo de impasse e que a demora se deve apenas por uma definição de data para o depoimento e pelo fato do senador ter prerrogativa de foro: “O MP nos deu opções. Estamos vendo a agenda do senador. Tudo será por videoconferência”.

Anteriormente, a defesa do filho do presidente já havia questionado a competência do Ministério Público para realizar a oitiva, uma vez que a investigação foi enviada à segunda instância da Justiça do Rio de Janeiro , e também demonstrado o interesse pela realização de um depoimento não presencial.

Relembre o caso

Além de Flávio, outros 20 parlamentares são investigados por suspeita da  prática de rachadinha nos gabinetes da Alerj . O esquema envolvendo o filho do presidente teria sido coordenado por seu ex-assessor Fabrício Queiroz , preso já duas semanas na cidade de Atibaia, interior de São Paulo.

Segundo relatórios do Coaf, Queiroz teria movimentado ilegalmente cerca de 1,2 milhão entre os anos de 2016 e 2017. Há no Ministério Público também uma investigação sobre o possível pagamento de boletos escolares e planos de saúde de Flávio com o dinheiro proveniente do esquema.

Fonte: ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2020-07-04/flavio-bolsonaro-negocia-videoconferencia-para-prestar-depoimento-diz-advogada.html

MP mira ex-mulher de Bolsonaro no escândalo das rachadinhas | VEJA

Não são apenas os ex-policiais Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega que estão trazendo para o presente uma parte ainda não muito nítida do passado da família do presidente da República. Ex-mulher de Bolsonaro, a advogada Ana Cristina Siqueira Valle também está nessa relação. Em dezembro do ano passado, uma operação do Ministério Público atingiu nove parentes de Ana Cristina que estiveram lotados no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A suspeita: prática de “rachadinha”. Dois fatos corroboram a desconfiança dos investigadores: os parentes sempre moraram em Resende, cidade localizada a mais de 160 quilômetros da capital fluminense, mas assinavam o ponto como se estivessem cumprindo o expediente normal. Além disso, a quebra do sigilo bancário revelou uma curiosa coincidência: os familiares da ex de Bolsonaro sacavam praticamente todo o salário imediatamente após o pagamento. Para o MP, essa movimentação é indício de que o dinheiro era desviado e canalizado para o bolso de alguém.

Ana Cristina foi intimada a depor na próxima quinta-feira. O Ministério Público apura se a ex-mulher de Bolsonaro fazia parte ou se beneficiou do esquema de arrecadação de salários dos funcionários. A advogada foi responsável pela indicação dos parentes, que, durante anos, se revezaram como assessores nos gabinetes de Flávio e de Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois do presidente. As quebras do sigilo bancário da família revelaram que havia algo anormal. Andrea Siqueira Valle, irmã de Ana Cristina, chegou a sacar 98% de seus vencimentos enquanto trabalhou para Flávio, entre 2008 e 2017. Já José Cândido Procópio Valle, pai da advogada, sacou na boca do caixa 99% de tudo que recebeu como assessor do então deputado por três anos. Daniela Siqueira, prima da advogada, foi a recordista no quesito volume em dinheiro vivo: sacou quase 800 000 reais da conta enquanto assessorava o filho do presidente, 96% do total recebido. O mesmo procedimento foi repetido por um tio e três tias, outra prima e um primo da ex-mulher do presidente. Dos 4,8 milhões de reais recebidos pela família Valle apenas no gabinete de Flávio Bolsonaro, 4 milhões de reais foram sacados na boca do caixa.

ARQUIVO VIVO - Queiroz: acusação de rachadinha e dinheiro para autoridades. Nelson Almeida/AFP

O presidente manteve uma união estável com Ana Cristina por dez anos, entre 1997 e 2007. Em 2008, eles se envolveram num tumultuado processo de separação judicial. No litígio, cujos detalhes foram revelados por VEJA em 2018, Ana Cristina acusou Bolsonaro de ocultar patrimônio e receber pagamentos não declarados. Segundo ela, o então deputado federal tinha uma “próspera condição financeira”, abastecida por uma renda mensal que chegava a 100 000 reais, em valores da época. Oficialmente, Bolsonaro recebia 26 700 reais como parlamentar e 8 600 reais como militar da reserva. Essa diferença, de acordo com Ana Cristina, vinha de “outros proventos”. Depois do embate, o casal chegou a um acordo financeiro. Mesmo após a separação, os parentes da advogada continuaram nos gabinetes de Flávio e de Carlos Bolsonaro. “Se o Ministério Público afirmar que eu recebo ou recebi rachadinha, vai ter de provar. Isso eu quero ver: provar”, disse a VEJA a ex-mulher do presidente. É a partir desse ponto — as investigações da rachadinha — que as histórias de Ana Cristina, Fabrício Queiroz e Adriano da Nóbrega passam a convergir.

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Em dezembro passado, quando os investigadores cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dos parentes de Ana Cristina, ela enviou recados a pessoas próximas ao presidente solicitando ajuda. O socorro, até onde se sabe, veio em forma de apoio jurídico. Criminalista e morador de Resende, o advogado Magnum Roberto Cardoso assumiu a defesa dos familiares da ex-mulher de Bolsonaro. Ele fez uma viagem a São Paulo, onde se reuniu num hotel com Frederick Wassef, defensor de Flávio Bolsonaro até a semana passada. O que exatamente foi tratado nesse encontro é mantido em segredo pelas duas partes. Procurado, Magnum Roberto não quis comentar. Wassef, por sua vez, desconversou e disse que não se recordava do episódio. Naquela época, ninguém sabia — ou quase ninguém —que o advogado de Flávio Bolsonaro mantinha Fabrício Queiroz escondido numa casa dele, em Atibaia, lugar onde o ex-policial foi preso duas semanas atrás. Os elos vão se juntando.

Continua após a publicidade ARQUIVO MORTO - Adriano: executado em condições ainda não esclarecidas. //Reprodução

Em entrevista a VEJA publicada na semana passada, Frederick Wassef, que também é advogado do presidente da República, contou que decidiu dar abrigo a Queiroz ao descobrir que havia um plano para assassinar o ex-policial. O crime seria parte de uma conspiração maior, que teria começado em fevereiro com a execução de Adriano da Nóbrega. A trama, segundo ele, teria dois objetivos. O primeiro era incriminar Jair Bolsonaro e sua família. O segundo era impedir que Queiroz e Adriano revelassem segredos que comprometeriam altas autoridades do Rio de Janeiro. Os ex-­policiais eram grandes parceiros e trilharam uma carreira muito parecida. Em 2003, estavam juntos numa incursão que resultou na morte de um técnico de refrigeração. Ex-capitão do Bope, Adriano foi expulso da PM por envolvimento com o jogo do bicho, em 2014. Já o subtenente Fabrício Queiroz entrou para a reserva quatro anos depois. Em 2007, ele virou segurança e motorista de Flávio Bolsonaro.

ALVOS 1 E 2 - Flávio e Carlos: parentes de Ana Cristina nos gabinetes. Cristiano Mariz/VEJA

Além de lotearem cargos no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio entre seus parentes, assim como fez Ana Cristina, Adriano e Queiroz compartilhavam negócios. Ambos aplicavam recursos em grilagens de terra e na construção de moradias irregulares em áreas controladas pela milícia, conforme contaram a VEJA, sob a condição de não terem seus nomes revelados, pessoas próximas a eles. Adriano, que ficou foragido por um ano e foi morto a tiros pela polícia da Bahia em condições até agora não muito bem esclarecidas, era um importante empreendedor nesse ramo. O Ministério Público do Rio suspeita que o dinheiro da rachadinha levantado por Queiroz no gabinete de Flávio possa ter sido aplicado em negócios de seu amigo. Outra informação importante seria sobre a relação de Adriano com o poder público.

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Em fevereiro, VEJA revelou que ele relatou a sua mulher, Júlia Lotufo, ter repassado 2 milhões de reais à campanha de Wilson Witzel para o governo do Rio. Na época, o principal cabo eleitoral de Witzel era Flávio Bolsonaro, que tinha justamente Queiroz como asses­sor. O ex-policial teria condições de escla­recer quem pediu a Adriano a ajuda financeira para Witzel, que depois de eleito se tornou adversário do presidente da República. Mais: Queiroz também poderia dizer se outros políticos receberam contribuições parecidas. “O Adriano sabia quem dava propina a políticos e autoridades públicas do Rio. Quem dava e quanto dava”, contou a VEJA um parente dele. Segundo esse mesmo parente, Adriano não mantinha relação direta com os Bolsonaro. Seu contato se dava por intermédio de Queiroz.

CONSPIRAÇÃO - Wassef: segundo ele, trama para tentar atingir Bolsonaro. Jonne Roriz/VEJA

Essas relações, como se vê, são tão intrincadas — e perigosas para a primeira-família da República — que a defesa de Queiroz e Adriano também passou a ser coordenada por Wassef. Foi ele quem indicou o advogado Paulo Emílio Catta Preta para representar Queiroz e a família de Adriano. Foi ele também que se tornou porta-voz, em entrevistas, de teses que pregam a inocência dos dois personagens. Adriano, segundo Wassef, não seria o chefe do chamado “Escritório do Crime”, o grupo de matadores de aluguel que vem sendo investigado pelo Ministério Público. Já Queiroz não passaria de um “roleiro” de primeira, daquele que faz dinheiro com todo tipo de atividade, de agiotagem a venda de carros — cambalachos que justificariam as altas somas de dinheiro que ele movimentou no período em que trabalhou com o filho de Bolsonaro. Wassef costuma resumir o caso da seguinte forma: “Associaram os nomes do Adriano e do Queiroz com o do Flávio para, assim, atingir o presidente. É uma conspiração”. A teoria, porém, ganhou um terceiro personagem importante. E esse (na verdade, essa, a ex-mulher Ana Cristina) é diretamente ligado ao presidente.

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Com reportagem de Cássio Bruno

Publicado em VEJA de 8 de julho de 2020, edição nº 2694

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    Fonte: veja.abril.com.br/politica/ministerio-publico-mira-agora-a-ex-mulher-de-jair-bolsonaro

    Ex-presidente da Colômbia critica ação de Bolsonaro na pandemia – Mundo – iG

    BBC News Brasil

    Colômbia Reprodução “Ao invés de combater, governo brasileiro contribui para o problema”, disse Santos

    O ex-presidente da Colômbia e receptor do Prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, disse que é “uma loucura” como o Brasil, governado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), está conduzindo a pandemia do novo coronavíru s. “É uma loucura. É uma liderança que em vez de estar ajudando a resolver o problema, está contribuindo para piorar o problema”, disse durante entrevista exclusiva à BBC News Brasil.

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    Ele acha que os presidentes da região deveriam chamar Bolsonaro “à sensatez”.

    Santos, visto como de centro-direita no espectro ideológico, afirmou que esse quadro brasileiro repercute no resto da região. “Nessa situação, o Brasil é um péssimo exemplo na região. Uma política que está produzindo um fracasso total, uma verdadeira tragédia para os brasileiros e para o mundo”, disse, falando da Colômbia.

    Nesta entrevista à BBC News Brasil, Santos, que foi jornalista, militar e ex-ministro da Defesa, disse que a atitude do líder brasileiro ameaça as comunidades indígenas da Amazônia de extinção. Leticia, do lado colombiano, na fronteira com o Brasil, é o lugar mais afetado pelo coronavírus em seu país.

    Quando perguntado sobre a forte presença de militares no governo brasileiro , ele disse que não tende a dar bons resultados. Santos falou ainda sobre os avanços e falhas do Acordo de Paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), assinado quando era presidente e que foi o motivo para receber o Prêmio Nobel da Paz.

    Leia os principais trechos da entrevista:

    BBC News Brasil – A América Latina é a região mais desigual do planeta e agora está no foco da pandemia do novo coronavírus. As economias da região, como as do Brasil e da Argentina, já mostram queda acentuada. O que fazer?

    Juan Manuel Santos – A região já não vinha crescendo economicamente, já tinha uma série de problemas, antes da pandemia. A América Latina é a região com um dos sistemas de saúde mais fracos e populações muito vulneráveis, como as comunidades indígenas, os presidiários e os pobres que vivem em condições muito precárias, além dos imigrantes, como os venezuelanos aqui na Colômbia. São populações ainda mais vulneráveis à pandemia. Tudo isso se juntou. E piorou com as políticas erradas dos líderes da América Latina. Dói dizer isso, mas o Brasil não fez um trabalho positivo. E o México também não.

    Não existe nenhum tipo de liderança regional para fazer valer a região em nenhuma instância do mundo. Estamos um pouco à deriva. É como um barco que não tem capitão, que está no meio de uma tormenta e o que nós precisamos nesse momento são lideranças efetivas. Mas, infelizmente, ninguém está fazendo isso.

    BBC News Brasil – O senhor citou o Brasil. O Brasil é o maior país da América Latina em termos de população e econômicos e faz fronteira com a Colômbia. O presidente Bolsonaro disse que o coronavírus era uma gripezinha. Hoje, o Brasil já tem mais de 50 mil mortos por Covid-19. O que o senhor opina sobre esta política do presidente Bolsonaro?

    Santos – Vou ser um pouco duro. É uma loucura. É uma loucura o que está acontecendo no Brasil. É uma liderança que em vez de estar ajudando a resolver o problema, está contribuindo para piorar o problema. E isso repercute no resto da região porque o Brasil é um país muito grande. Então, essa situação no Brasil é um péssimo exemplo da região. É uma política que está produzindo um fracasso total, uma verdadeira tragédia para os brasileiros e para o mundo.

    BBC News Brasil – Na Colômbia, a cidade de Leticia, que faz fronteira com o Brasil, era até poucos dias atrás a mais afetada por coronavírus no país. O Brasil faz fronteira com dez países da região. O Brasil virou uma ameaça nesta pandemia por não ter uma política contra a Covid-19?

    Santos – Sem dúvida. Nós estamos muito preocupados porque essa região amazônica (onde está Leticia) não está apenas sofrendo pela pandemia, mas as comunidades indígenas, que devemos preservar, porque são os melhores guardiões de um ecossistema que é fundamental para o mundo, podem desaparecer. Estão totalmente desprotegidas.

    Essa falta de política por parte do Brasil repercute imediatamente, como ocorre no caso colombiano. Como você acaba de mencionar, uma das regiões com mais casos, e contágios mais rápidos, e mais mortes é exatamente a região que faz fronteira com o Brasil, na Amazônia. Por isso, a política do Brasil influencia o resto da América Latina e a influencia que está tendo é muito negativa.

    BBC News Brasil – Como Prêmio Nobel da Paz, o senhor pensou ou pensa telefonar para o presidente Bolsonaro para uma conversa, para falar sobre essa ameaça à região?

    Santos – Olha, tomei como decisão de vida não intervir em política, em assuntos internos de um país. Espero que outros o façam. Quem dera meu presidente (Iván Duque) pudesse falar com Bolsonaro. Ou que outros presidentes da América Latina pudessem falar com Bolsonaro para que ele ‘entre en razón’ (tenha sensatez). Por isso, eu dizia que estamos vendo uma total falta de liderança na América Latina. Mas são os presidentes, os chefes de Estado atuais, e não os anteriores, aos quais corresponde realizar ações concretas.

    Jair Bolsonaro EPA ‘Considerar uma pandemia como uma gripezinha. Dar sinal para que ninguém exerça nenhuma disciplina social, que ninguém acate as recomendações dos cientistas, dos médicos, isso só agrava o problema. E vemos os resultados.’

    BBC News Brasil – Quando o senhor fala em total falta de liderança, o senhor fala em relação a cada país ou uma liderança unificada na região? Pode explicar melhor?

    Santos – Vou lhe dar um exemplo. Um dos problemas mais graves que a América Latina tem e vai ter é o financiamento, porque nós não temos a capacidade dos países desenvolvidos de fazer o que é necessário. Todos os países da América Latina têm limitações fiscais e estamos com necessidades cada vez maiores de financiamento. No entanto, em nenhuma instância, na arquitetura financeira mundial, a América Latina está levando uma voz concreta. Não está fazendo nenhuma proposta. Pior ainda, estão nos tirando, neste momento…

    BBC News Brasil – A presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento)…

    Santos – A única representação importante, exato, que era a presidência do BID. E isso com o apoio dos presidentes da América Latina. Isso não entra na minha cabeça. Acho totalmente contraproducente. É a única instância que temos para pelo menos sermos ouvidos nas discussões internacionais sobre financiamento, sobre a economia.

    BBC News Brasil – O Brasil tinha um pré-candidato e a Argentina também. E o atual presidente do BID é o colombiano Luis Alberto Moreno. O Brasil (o chanceler Ernesto Araújo) disse que viu “positivamente” a indicação feita pelos Estados Unidos. Outros países da região também apoiaram o nome do indicado dos EUA.

    Santos – Eu não sei o que podem ver de positivo que nos tirem algo que tínhamos há 60 anos. Houve um acordo tácito, quando o BID foi criado, que o BID seria localizado em Washington, mas que a presidência do BID sempre seria de um latino-americano. E o senhor Trump rompeu com essa tradição e quer impor um candidato que, além de tudo, tinha sido vetado pelo atual presidente do BID para a vice-presidência. Então, estamos, nesse sentido, numa situação muito ruim.

    BBC News Brasil – Na sua opinião existe um novo xadrez politico na região? Por exemplo, a Unasul deu lugar ao Prosul, o Brasil saiu da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos). São vários movimentos. O senhor acha que is s o também está ligado à postura do Brasil, que parece ser muito próximo dos Estados Unidos, ou melhor , de Trump?

    Santos – Existem vários fenômenos. O México tem um presidente (López Obrador) que não quer saber nada de assuntos internacionais. Do Brasil, já sabemos a postura. São dois países que, tradicionalmente, deveriam exercer alguma forma de liderança na região. A falta desses dois países complica. Existem outros países que não atuaram e não houve coordenação.

    O que está acontecendo no BID é um dos vários exemplos. Está se destruindo a pouca institucionalidade regional que existia. E isso é muito ruim. Espero que isso gere uma reação e que todos possamos entender que somente colaborando entre nós, dialogando, cooperando entre nós, vamos poder sair adiante nessa pandemia. Existe uma frase que diz que ninguém está salvo até que todo o mundo esteja salvo. Se não entendemos isso, vamos ter problemas muito sérios. E a América Latina unida é uma grande força. Mas precisamos que os atuais líderes entendam isso e trabalhem para unir-se. Não que cada um trabalhe para seus próprios interesses políticos porque isso enfraquece a região. E enfraquece cada país.

    BBC News Brasil – Na prática, cada país fechou suas próprias fronteiras, nessa pandemia, e aplicou medidas que foram as mesmas da China, como a quarentena. Mas não há dialogo entre os presidentes para uma política comum. Essa semana haverá reunião virtual do Mercosul, mas Bolsonaro e o presidente da Argentina, Alberto Fernandez, não se falam. O que está acontecendo?

    Santos – O fenômeno Trump influenciou muito o resto do mundo. Trump buscou enfraquecer o multilateralismo, enfraquecer as organizações internacionais, as Nações Unidas, a Organização Mundial de Comércio, e isso repercute nas regiões. E de certa forma o que aconteceu na América Latina, por problemas políticos como divisões em torno da Venezuela e outros problemas específicos, foi que em vez de diálogo para encontrar um denominador comum, os países decidiram assumir uma posição de isolamento. E isso no longo prazo é muito negativo.

    BBC News Brasil – No Brasil, são mais de 50 mil mortos por coronavírus ; na Colômbia e na Argentina, relativamente, há menos mortes ; Uruguai, Paraguai estão numa situação melhor, mas, apesar de estar melhorando, ela é grave no Peru. O que se pode fazer? Hoje (terça-feira, 30), por exemplo, o ministro interino da Saúde do Brasil, Eduardo Pazuello, participou de uma cerimônia no Palácio do Planalto sem máscara. E o presidente Bolsonaro também aparece sem máscara. Como o senhor vê essa situação?

    Santos – Muito mal. Inclusive, meu país, Colômbia, que ainda tem alguns bons indicadores, tem tendência muito ruim. No Chile e no Peru, que começaram bem, com disciplina, a situação foi sendo deteriorada porque as medidas não foram complementadas com medidas necessárias, como o distanciamento social e o uso de máscaras. O isolamento não serve, se temos ferramentas e não as usamos.

    Estamos vendo que a América Latina tem problemas sérios. Talvez com algumas exceções, como Uruguai e Costa Rica, mas o restante dos países está com problemas. No caso colombiano, a tendência é de alta (de casos). Por isso, a liderança e a coordenação são importantes. E bons exemplos. O que você disse sobre o ministro da Saúde do Brasil é um mau exemplo. Está acontecendo também nos Estados Unidos, com Trump. E isso também é mau exemplo.

    pessoas na feira Getty Images ‘Quando existe confiança (nos governantes) as pessoas têm maior disciplina. Quando a confiança não existe, impera a indisciplina e é o que estamos vendo aqui no meu país, no Brasil, no México, no Chile, no Peru.’

    BBC News Brasil – Mas Bolsonaro e outros presidentes defendem que a economia funcione. Na Colômbia, por exemplo, o desemprego em maio foi acima de 20%. No Brasil, a recessão foi agravada. Paralisar a economia não é pior?

    Santos – Existe um dilema muito complicado. Qual é o equilíbrio conveniente entre economia e saúde? Ninguém tem a fórmula perfeita. Mas pelo menos é possível tentar enviar mensagens que gerem confiança na população. É o que as autoridades deveriam fazer.

    Acho que um dos motivos do sucesso no Uruguai é a confiança que os uruguaios têm em relação ao que seus governos, o nacional e os locais, estão dizendo na pandemia. Quando existe confiança (nos governantes) as pessoas têm maior disciplina. Estão mais inclinadas a fazer o correto. Quando a confiança não existe, impera a indisciplina e é o que estamos vendo aqui no meu país, no Brasil, no México, no Chile, no Peru. Estamos vendo uma grande indisciplina e sem disciplina por parte da população, vai ser difícil combater a pandemia.

    BBC News Brasil – Existe um novo populismo na região?

    Santos – Isso já existia. Bolsonaro é um populista de direita. O presidente do México, de esquerda. E sem contar a Venezuela. Isso não é pela pandemia. Mas espero que a pandemia acabe levando a cidadania a valorizar cada vez mais a ciência. E que o populismo perca força.

    BBC News Brasil – O senhor com outros ex-presidentes, como Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, Ricardo Lagos, do Chile, e Ernesto Zedillo, do México, assinaram um documento público dizendo que alguns líderes atuam bem na pandemia e outros não. Defenderam a ciência e que o FMI esteja mais presente, com mais recursos para a região. Esse documento tem mais de um mês. Mudou alguma coisa após esse pedido?

    Santos – A relevância desse documento está mantida. E voltaria a assiná-lo. O Fundo Monetário Internacional precisa dar mais recursos à região. Precisamos ser criativos, de inovações que geram mais recursos financeiros para enfrentar a catástrofe econômica na região.

    BBC News Brasil – Como o senhor disse, a região já vinha mal em termos econômicos e sociais quando surgiu a pandemia. Então, o que esperar depois da pandemia?

    Santos – As Nações Unidas estimam que vamos retroceder 30 anos. O Banco Mundial diz que vamos retroceder 20 anos, que voltaremos a ter os índices de pobreza que tínhamos no começo do século e que vamos ter um desemprego alto durante muito tempo.

    Mas ao mesmo tempo a pandemia deu visibilidade aos problemas graves que temos de desigualdade, de falta de produtividade, de pobreza, de vulnerabilidades. Mas podemos aproveitar a pandemia para reconstruir nossos países com melhores políticas, ou seja, políticas sociais justas e verdes. Precisamos de mais justiça social e precisamos ser muito mais conscientes de combater as mudanças climáticas porque essa pandemia é uma pequena situação diante da tragédia das mudanças climáticas, se não atuamos com maior determinação para deter as mudanças climáticas.

    BBC News Brasil – Como?

    Santos – Por exemplo, em vez de retroceder ao uso de energia poluentes, fósseis, como está acontecendo, estimular a economia, poder aproveitar para estimular a criação de energias renováveis. Políticas que tenham como finalidade a sustentabilidade ambiental. Este é o momento para isso.

    BBC News Brasil – Voltando à política brasileira , e xiste preocupação em alguns setores com os rumos da democracia desde que Bolsonaro participou de um ato com manifestantes que pediam a intervenção no Supremo Tribunal Federal. Na sua visão, a democracia brasileira corre riscos?

    Santos – O que vejo é uma tendência no mundo todo de usar a pandemia para que os governos saiam fortalecidos, mas com o custo de afetar a divisão de poderes, enfraquecendo os Supremos e até o Congresso. Isso é o contrário do que defende qualquer democrata. Acho que é preciso estar atento. E isso está acontecendo não só na América Latina, mas em vários lugares do mundo todo. Os governos gostam de ter todo o poder, ter controle de tudo e isso pode virar um costume. Claro que sabemos que existem situações excepcionais em função da pandemia e o governo precisa de mecanismos para atuar. Mas isso não pode ser uma regra e sim uma exceção.

    BBC News Brasil – O governo brasileiro conta com forte participação de militares. Bolsonaro tem um discurso de que a ditadura militar não foi negativa para o país. Qual a sua opinião?

    Santos – Como democrata, não gostei nunca que militares respondam pelos governos. Os militares – e eu fui militar – devem cumprir com seu mandato constitucional. E não virar um co-governo. O governo deve estar nas mãos dos civis. A essência da democracia exige que os militares cumpram seu dever e não interfiram na administração dos assuntos públicos porque essa fórmula, geralmente, gera consequências negativas.

    Juan Manuel Santos EPA Santos continua a defender o processo de paz que ajudou a criar, mas se diz preocupado

    BBC News Brasil – O senhor assinou o acordo de paz com as F arc em 2016. Como vê o acordo hoje? Existem notícias de que as células das Farc continuam atuando no interior da Colômbia. Não está preocupado com essa situação?

    Santos – Estou preocupado, mas ao mesmo tempo tranquilo. O Acordo de Paz foi blindado juridicamente pela Corte Constitucional. Nenhum governo, ou os próximos três governos, pode aprovar leis ou decretos que contrariem o cumprimento dos acordos. O que sim me preocupa é que esse governo (presidente Iván Duque) foi muito lento em organizar o cumprimento dos acordos. Também me preocupa que certos líderes sociais estejam sendo assassinados em algumas regiões como resultado do acordo. Camponeses que perderam a terra pela violência ou líderes que estão estimulando a substituição dos cultivos ilícitos (folha de coca). Sei que ainda temos muitos problemas, mas vejo com satisfação e otimismo que a grande maioria dos integrantes das Farc, que se desmobilizou e se desarmou, continua atendendo ao processo de paz e se incorporando à vida civil. As Farc são hoje um partido político com representação no Congresso.

    BBC News Brasil – Mas o senhor acha que chegará o dia em que, além de representação no Congresso, os integrantes das Farc terão empregos dignos e serão m ais bem aceitos pela sociedade colombiana?

    Santos – Acho que estão sendo cada vez mais aceitos. E existem ex-combatentes que estão trabalhando em empresas normais. E as pessoas cada vez mais os aceitam como uma parte fundamental da nossa vida social e política.

    BBC News Brasil – Há poucos dias, um brasileiro e seu namorado suíço foram sequestrados no interior da Colômbia. Foi notícia no Brasil. A Colômbia ainda não é um país seguro para o turismo?

    Santos – É um país muito mais seguro do que era. Antes, a metade do país era ‘zona vermelha’ (perigoso). Mas ainda temos problemas. Existem lugares onde as quadrilhas de criminosos, estas dissidências das Farc que estão dedicadas ao narcotráfico, operam. Ainda temos problemas. Mas somos um país diferente daquele que tínhamos há alguns anos porque não podemos comparar o que era a Colômbia há seis ou sete anos com o que o país é hoje. Mas não ignoramos que ainda temos problemas.

    BBC News Brasil – O que mudou na sua vida ser Prêmio Nobel da Paz? Mudou alguma coisa?

    Santos – Sim. Me fez estar mais comprometido a continuar ajudando as causas importantes ligadas ao que tem a ver com viver em um mundo mais pacífico. Para mim abriu uma janela, como disseram os indígenas, para entender que a paz não se faz somente entre seres humanos, mas que a paz também deve ser com a natureza. E nós vínhamos, de certa forma, destruindo a natureza. E se queremos paz entre seres humanos, temos que ter paz com a natureza. E estou me dedicando a isso, a promover a paz entre seres humanos e a promover a paz com a natureza.

    BBC News Brasil – Onde o senhor está nesse momento? Há muito barulho de pássaros.

    Santos – A Colômbia é o país com maior diversidade de pássaros do mundo. E estou em uma zona que está a uns 70 quilômetros de Bogotá. É uma zona onde há muitos e muitos pássaros.

    BBC News Brasil – No final do ano passado foram realizados fortes protestos no Chile, na Colômbia, no Equador e em outros lugares da América Latina. Sua percepção é que eles estão adormecidos pela pandemia, mas voltarão? Ou não?

    Santos – Voltarão, com certeza. A desigualdade social será um denominador comum dos protestos. Vamos ver mais desigualdade, mais desemprego, mais pequenos empresários quebrados. E em países como o meu, até os mais velhos, confinados na marra, também saem para protestar. Então, acho que os protestos estão congelados, mas quando a pandemia passar, serão retomados. Mas é quando os governantes teriam a oportunidade de ouvir a voz dos manifestantes, dos indignados e canalizar essa indignação para políticas melhores, mais justas, mais verdes. Parte desses protestos são os ambientalistas que viram como os países não se comprometem de verdade com os compromissos como o Acordo de Paris. Eu sou otimista nato e acho que essa combinação, se tivermos uma boa liderança, pode canalizar para a criação de nova economia e politicas que corrijam os problemas que existem há 200 anos na América Latina.

    Trump Getty Images ‘O fenômeno Trump influenciou muito o resto do mundo. Trump buscou enfraquecer o multilateralismo, enfraquecer as organizações internacionais, as Nações Unidas, a Organização Mundial de Comércio, e isso repercute nas regiões’

    BBC News Brasil – Podem ocorrer mudanças geopolíticas se o presidente Trump ganhar ou perder a eleição em novembro?

    Santos – Essa eleição é muito importante para a América Latina. Se o senhor Trump seguir na Presidência, vamos continuar vendo uma política de total desconhecimento em relação à América Latina. Uma política improvisada que não nos deu nenhum benefício. Acho que o candidato democrata (Joe Biden) conhece a região e trabalhou pela América Latina, gosta e admira a nossa região. A relação entre Estados Unidos e América Latina melhoraria muito com uma mudança de governo nos Estados Unidos.

    BBC News Brasil – Como o senhor vê a situação da Venezuela hoje? Não há previsão de novas eleições (presidenciais com maior participação da oposição) e o opositor Juan Gua i do, que contou com apoio de vários países, parece ter perdido forças.

    Santos – Acho que nesse momento está tudo parado. Continuo insistindo que a única solução e a mais favorável que temos na América Latina e, principalmente na Colômbia que é o mais prejudicado com a situação venezuelana, e não por causa dos venezuelanos, óbvio, é uma solução negociada, pacífica, onde devem estar presentes os jogadores determinantes. São eles Rússia, China, Cuba, Estados Unidos e América Latina. Essa tem que ser a solução e nunca é tarde.

    BBC News Brasil – O senhor disse no início da entrevista que acha uma loucura como o presidente brasileiro está lidando com a situação da pandemia. Por quê?

    Santos – Considerar uma pandemia como uma gripezinha. Dar sinal para que ninguém exerça nenhuma disciplina social, que ninguém acate as recomendações dos cientistas, dos médicos e isso só agrava o problema. E agora vemos os resultados.

    BBC News Brasil – As pessoas tendem a seguir a seu líder?

    Santos – Sim, claro. Os líderes devem dar exemplos. Os líderes têm responsabilidades com sua população. O que vemos hoje no Brasil e nos Estados Unidos são líderes que dão maus exemplos.

    BBC News Brasil – Como Prêmio Nobel da Paz, se tivesse que mandar alguma mensagem ao Brasil, qual seria?

    Santos – O Brasil é um país maravilhoso, com grande futuro. A América Latina sempre foi a região do futuro. Mas acontece que não permitimos que esse futuro chegue. Mas tomara que essa pandemia nos faça acordar. E nos mostre que podemos mudar certas políticas para que este futuro vire o presente. O Brasil e a América Latina temos tudo o que o mundo precisa. Temos biodiversidade, temos água, temos energia, temos uma população engajada e também os melhores jogadores de futebol.

    Trump Getty Images ‘O fenômeno Trump influenciou muito o resto do mundo. Trump buscou enfraquecer o multilateralismo, enfraquecer as organizações internacionais, as Nações Unidas, a Organização Mundial de Comércio, e isso repercute nas regiões’

    Fonte: ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2020-07-04/uma-loucura-diz-ex-presidente-colombiano-sobre-acoes-de-bolsonaro-na-pandemia.html

    Como as praias ao redor do mundo estão reabrindo na pandemia | VEJA

    Quase quatro meses após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a Covid-19 como uma “pandemia”, governos de diversos países já reabriram pelo menos parcialmente suas praias para as populações locais e, em alguns casos, até mesmo para os turistas estrangeiros.

    Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, o prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), liberou na quarta-feira, 1, treinos funcionais individuais na areia da praia.

    A prática de atividades físicas nos calçadões e de esportes individuais no mar já era permitida na cidade. Ainda é, porém, proibido uso de cadeiras e barracas na areia.

    Ainda no Brasil, a prefeitura de Santos, no litoral do estado de São Paulo, regulamentou uma grade horária para a prática de esportes individuais. Os surfistas, por exemplo, podem entrar no mar entre as 6h e as 10h ou entre as 16h e as 20h.

    Diferentemente do Brasil, porém, alguns países têm investido em regras mais rígidas e até mesmo no uso de tecnologia para permitir a frequência nas praias sem comprometer as medidas de saúde pública, como o distanciamento social.

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    Estados Unidos

    O governo estadual da Califórnia, nos Estados Unidos, permite a reabertura de praias apenas nos condados — subdivisão administrativa do estado — que, dentre outras demandas, pudessem providenciar leitos hospitalares caso o número de novos casos locais da Covid-19 crescesse em até 35%.

    Mesmo que o governador, Gavin Newsom, tenha determinado que algumas praias fossem fechadas novamente, após a Califórnia quebrado seu recorde de novos infectados em 24 horas, 10 dos 15 condados costeiros do estado estão com suas praias pelo menos parcialmente abertas.

    Mesmo assim, todas as praias do condado de Los Angeles, dentre elas as famosas Venice e Malibu, estão totalmente fechadas desde a 0h desta sexta-feira, 3, e permanecerão assim até a segunda-feira, 6, para evitar superlotação no feriado da independência americana, em 4 de julho.

    Em medida semelhante, todas as praias do condado de Miami-Dade, na Flórida, outro estado americano que tem apresentado alta no número de novos casos da Covid-19, também estão fechadas para o feriado.

    Grécia

    Referência nas praias do Mediterrâneo — que atraem anualmente mais de 220 milhões de pessoas, segundo estimativa do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) —, a Grécia liberou suas praias para os turistas estrangeiros que respeitem, obviamente, as condições de viagem impostas pela União Europeia.

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    As autoridades gregas permitem a entrada de até 40 pessoas a cada 1.000 metros quadrados de praia, o equivalente a uma quadra de futsal.

    Além disso, cada guarda-sol pode cobrir no máximo duas cadeiras e deve estar a uma distância de, no mínimo, 4 metros de outro.

    Espanha

    Na Espanha, algumas cidades, como Barcelona, liberaram as suas praias para os locais e os turistas, mas com limite máximo de ocupação. O país é o oitavo mais atingido no mundo pela Covid-19 em número de casos, de acordo com o New York Times.

    O município de Lloret de Mar inovou ao implementar drones para detectar a quantidade de pessoas na areia de suas praias e, assim, evitar superlotação.

    Por meio de um aplicativo, qualquer pessoa no município mediterrâneo pode se informar sobre quais são a praias que, por chegarem ao limite máximo de ocupação, estão fechadas.

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    A prefeitura de Lloret de Mar também reservou lotes das praias para idosos e para famílias com crianças.

    Bélgica

    A Bélgica também investiu em tecnologia e, no final de junho, desenvolveu sensores para contar o número de pessoas na areia. Dois sistemas diferentes estão atualmente sendo usados pelas autoridades belgas.

    O primeiro se trata de um rastreador que estima a quantidade de pessoas em uma área da praia com base na presença de aparelhos celulares nos arredores.

    O outros sistema envolve 130 sensores que detectam os pontos de maior movimento de pessoas nas praias.

    Qualquer visitante ou morador tem acesso aos dados calculados tanto pelo rastreador de celulares quanto pelos sensores de movimento.

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    A Bélgica, assim como a Grécia e a Espanha, liberou suas praias aos turistas estrangeiros contanto que se adequem às condições da União Europeia.

    Tailândia

    A Tailândia tem reaberto grande parte de suas praias desde o início de junho. Mas, diferentemente dos exemplos europeus, o país do sudeste asiático permanece fechado aos turistas estrangeiros.

    As autoridades tailandesas estão controlando o número de pessoas na areia por meio de guardas na entrada das praias.

    As pessoas também são recomendadas a se manter cerca de 1 metro de distância umas das outras.

    Emirados Árabes Unidos

    A cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, começou o seu processo de reabertura das praias ainda no final de maio, quando foram liberadas ao público as praias de JBR, Al-Mamzar, Jumeirah e Umm Suqeim.

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    Dentre as restrições ao uso das praias, está a proibição de grupos com mais de 5 pessoas na areia e a obrigatoriedade do uso de máscara exceto no mar. O descumprimento dessas regras é multado em pelo menos 800 dólares (4.200 reais).

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    As autoridades de Dubai afirmaram que a cidade estará aberta a turistas estrangeiros a partir de 7 de julho, reportou o jornal local The National.

    (Com Reuters)

    Fonte: veja.abril.com.br/mundo/como-as-praias-ao-redor-do-mundo-estao-reabrindo-na-pandemia

    Aspirante a ministro da Educação está sob um fogo intenso | VEJA

    Subiu no telhado a nomeação de Renato Feder para ministro da Educação, o quarto em 18 meses de governo de Jair Bolsonaro. Dali poderá descer mansamente para ser consumada nos próximos dias. Ou então despencar, dando ensejo à procura de um novo nome.

    Bolsonaro sabia disso ou adivinhou ao avisar a Feder que os dois só se reunirão depois do fim de semana. Os ministros militares batem o pé contra a escolha de Feder. Os evangélicos também, assim como o endividado e autoproclamado filósofo de Olavo de Carvalho.

    Os militares querem um ministro para chamar de seu. O da Saúde ainda não foi efetivado no cargo. Mandar na Saúde e na Educação seria supimpa. Olavo quer que o ministério continue sendo seu. Líderes evangélicos se aliaram a ele.

    A frente anti-Feder celebrou, ontem à noite, reportagem da CNN Brasil que teve acesso a documentos que mostram que a Multilaser, uma das empresas de Feder, fechou dois contratos com o governo federal desde a posse de Bolsonaro. Os contratos estão em vigor.

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    O primeiro, de R$ 14,2 milhões, foi firmado em dezembro passado para o fornecimento de mais de 28 mil tablets ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O segundo, de R$ 313 mil, assinado em maio último, para a compra de 100 mil máscaras cirúrgicas.

    No caso do segundo contrato não houve licitação. Ele não foi firmado com o Ministério da Saúde, mas sim com o Ministério da Educação à época do ex-ministro Abraham Weintraub, que, por sinal, enviou mensagem a Feder desejando-lhe sucesso.

    A Multilaser Industrial S.A., no mercado há mais de 30 anos, se apresenta como um dos maiores players do segmento de eletrônicos e de suprimentos de informática nacional. Faz negócios com a administração federal desde 2011.

    Feder deixou o cargo de presidente do Conselho de Administração da Multilaser em 2018. Em abril e maio do ano passado participou de reuniões da empresa na condição de conselheiro administrativo, embora já fosse Secretário de Educação do Paraná.

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    Atualmente, segundo a CNN Brasil, Feder continua sendo um dos sócios da empresa e de outras 29. Nenhuma dessas, porém, tem contratos com o governo federal. É o Centrão que banca a candidatura de Feder a ministro da Educação.

    O Centrão está de bola cheia com Bolsonaro que precisa dos seus votos para barrar a abertura de processo de impeachment contra ele.

    Fonte: veja.abril.com.br/blog/noblat/aspirante-a-ministro-da-educacao-esta-sob-um-fogo-intenso