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Para rever em casa: quando o Corinthians conquistou o mundo (de novo) | VEJA

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Para rever em casa: quando o Corinthians conquistou o mundo (de novo)

Sem futebol ao vivo na televisão em razão do surto de coronavírus, PLACAR selecionou mais um jogo na íntegra para assistir novamente na quarentena. Prepare um tira-gosto, escolha uma bebida e sente-se para relembrar a última vitória de um time brasileiro no Mundial de Clubes da Fifa – e não se esqueça: lave bem as mãos e fuja de aglomerações.

No dia 16 de dezembro de 2012, o Corinthians superou o Chelsea por 1 a 0, gol  marcado pelo peruano Paolo Guerrero. Assistimos aos 90 minutos da partida pelo YouTube e separamos algumas curiosidades para você relembrar – ou até mesmo ver de forma inédita.

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    O jogo teve muito mais do que os milagres de Cássio e o poder de decisão de Guerrero. Você se lembrava que o Chelsea chegou a balançar as redes? Que teve um ex-são-paulino na torcida pelos corintianos? E que o brasileiro Oscar, a época meia do time inglês, criticou seu técnico por tê-lo deixado no banco? Pois é. Leia abaixo algumas curiosidades sobre o jogo:

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    Corinthians jogou de igual para igual

    A discussão sobre jogar de igual para igual veio à tona na partida entre Flamengo e Liverpool em 2019. A surpresa pela atuação dos cariocas aconteceu porque a final do torneio virou, nos últimos anos, um jogo dos ataques europeus contra as defesas brasileiras. Apesar dos milagres de Cássio, o Corinthians não ficou todo retraído e tomou as ações do jogo durante muitos momentos. Antes do gol de Guerrero, o time de Tite ficou vários minutos no ataque, sufocando os ingleses. Por isso dá para afirmar: o Corinthians jogou de igual para igual.

    Os milagres de Cássio

    Quem não se lembra da defesa de Cássio no chute colocado do nigeriano Victor Moses no final do primeiro tempo (aos 47m48s do vídeo)? O sutil toque com as pontas dos dedos pode ter sido a mais impressionante, mas o goleiro corintiano realizou outras cinco defesas difíceis durante o jogo (como essa em chute de Cahill aos |18m51s do vídeo). Por fechar o gol, acabou eleito pela Fifa como o melhor jogador da competição.

    Continua após a publicidade O goleiro Cassio, e o jogador Chicão do Corinthians no jogo contra o Chelsea durante partida válida pela final do Campeonato Mundial de Clubes da Fifa, em Yokohama O goleiro Cassio, e o jogador Chicão do Corinthians no jogo contra o Chelsea durante partida válida pela final do Campeonato Mundial de Clubes da Fifa, em Yokohama Yuya Shino/Reuters/VEJA

    A excelente atuação de David Luiz

    O zagueiro ficou marcado pela atuação desastrosa na derrota da seleção brasileira por 7 a 1 na semifinal na Copa de 2014. Em 2012, porém, foi perfeito. Não é exagero afirmar que David Luiz ganhou todas as jogadas em cima dos atacantes do Corinthians, principalmente durante o primeiro tempo (evitou um contra-ataque de Emerson Sheik aos 30m37s). Só não pode parar Paolo Guerrero no lance do gol corintiano. A boa partida deu a David Luiz o prêmio de segundo melhor jogador do torneio.

    Emerson poderia ter sido o herói – de novo…

    Autor dos dois gols corintianos na vitória por 2 a 0 contra o Boca Juniors, no jogo de volta da final da Libertadores de 2012, Emerson Sheik teve chances para voltar a ser o protagonista. Mas esbarrou no nervosismo. Aos 28 minutos do primeiro tempo, teve rara chance cara a cara com o goleiro Petr Cech, mas chutou por cima (aos 37m13s do vídeo). Cinco minutos depois, a bola sobrou para ele, meio sem ângulo, e a finalização parou na trave (aos 42m44s do vídeo).

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    …mas era a vez de Paolo Guerrero

    Os dois gols do Corinthians naquele Mundial de Clubes foram do atacante peruano. O camisa 9 tirou o time do sufoco na vitória por 1 a 0 contra o Al Ahly, do Egito, na semifinal. Em Yokohama, contra o Chelsea, fez mais do gol do título (em 1h24m55s do vídeo). Guerrero impressionou pela facilidade em ganhar os confrontos com o zagueiro Cahill e conseguir dominar as bolas estouradas por Cássio, o que permitiu que o Corinthians ocupasse o campo de ataque.

    Guerrero do Corinthians comemorando o gol contra o Chelsea, durante partida válida pela final do Campeonato Mundial de Clubes da Fifa, em Yokohama Guerrero do Corinthians comemorando o gol contra o Chelsea, durante partida válida pela final do Campeonato Mundial de Clubes da Fifa, em Yokohama Yuya Shino/Reuters/VEJA

    Oscar chamou o técnico Rafa Benítez de “louco”

    Outro brasileiro presente no 7 a 1 – e autor do tento de honra –, o meia Oscar começou o jogo contra o Corinthians no banco dos reservas. Ainda no primeiro tempo, foi para o aquecimento e confidenciou, de acordo com o repórter Mauro Naves, que o técnico Rafa Benítez era “louco” por tê-lo deixado de fora. “Tá vendo o sufoco que estamos levando aí?”, teria dito o jogador (aos 44m26s do vídeo).

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    Fabão estava na torcida pelo Corinthians

    Como já é habitual em Copas do Mundo, a transmissão da Globo tinha repórteres na casa de jogadores para acompanhar a decisão com suas famílias. Na casa do meia Danilo estava Fabão, zagueiro campeão Mundial pelo rival São Paulo em 2005. O defensor não mediu palavras e relevou que estava torcendo para o Corinthians. “[Estou] torcendo pelo Danilo e pelo time que está representando o Brasil, que é o Corinthians”, afirmou (aos 59m36s do vídeo).

    O show de “ZiDanilo”

    Talvez o melhor em campo tenha sido o camisa 20. Danilo, o “ZiDanilo”, parecia que estava jogando em câmera lenta e conseguia proteger a bola dos adversários e clarear as jogadas de ataque do Corinthians. No lance do gol, desestruturou a defesa do Chelsea com o corte seco no lateral-direito Branislav Ivanović e a finalização, que sobrou limpa para Guerrero colocar para os fundos das redes. Para delírio das arquibancadas lotadas pelos brasileiros, mostrou sua classe com uma caneta no jogador sérvio ainda no campo de defesa (aos 23m49s do vídeo).

    Jogadores do Corinthians comemorando o título de bicampeão do Mundo após vitória contra o Chelsea, em Yokohama Jogadores do Corinthians comemorando o título de bicampeão do Mundo após vitória contra o Chelsea, em Yokohama Toshifumi Kitamura/AFP/VEJA

    Fonte: veja.abril.com.br/placar/para-rever-em-casa-quando-o-corinthians-conquistou-o-mundo-de-novo

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